…já disseram um é pouco, dois é bom, três é demais…

2 06 2009

O Zé? Ah, a última dele foi que estava namorando duas mulheres. Coisa do Zé. Acho que todo homem sonha com essa coisa de ter mais de uma namorada, eu mesmo já tive vontade, confesso, mas daí a levar a empreitada a cabo, cara, é uma operação um tanto complexa. Ter duas namoradas não é a mesma coisa do que ter uma oficial e uma outra de vez em quando. Segundo o que o Zé contou, eram duas namoradas mesmo, as duas frequentando a casa, as rodas de amigos, a família. Só não frequentavam uma a outra, pelo que parece, mas aí também já seria um pouco demais… e eu acho até que demorou a dar confusão. Quando o Zé me contou, eu bem que avisei a ele, meu irmão, uma hora elas vão cobrar a conta, porque é claro que elas sabem, não se passa a perna em diabo. Mas ele estava gostando da brincadeira. E quem não gostaria? Há nesta vida algo mais motivador para um homem do que ser desejado e disputado por duas mulheres? Não mesmo. E o tempo foi passando com namorada A e namorada B cada vez mais integradas com família, amigos, mulheres dos amigos, ex-mulheres dos amigos… até que um dia…  informações atravessadas nos vai-e-véns de conversas femininas fizeram a namorada A querer pular fora do polígono. Houve choro e vela. Dizem as más línguas que até ameaça. A namorada A saiu batendo a porta da casa do Zé jurando nunca mais voltar. Primeiro o Zé sentiu um vazio. Depois, um certo alívio, afinal, ainda tinha uma para garantir. Três dias depois, ligou pra namorada B e a levou pra jantar. Ela estava radiante, já sabendo que a namorada A tinha ido embora repleta de razão, e viu sua oportunidade de se tornar a namorada U de única. Mas o Zé não viu nela a mesma graça. Ela percebeu. Ao deixá-la em casa disse a ela que não dava mais. Passou um mês pensando na namorada A, até que tomou coragem e ligou. Passaram um fim de semana inteiro na cama. Mas para o Zé, faltava algo.  Segunda-feira, quando ela foi embora, ele ligou para a namorada B. Tinham terminado numa boa, quase que com um “até logo”, e o Zé acreditou que não seria difícil retomar do ponto onde terminaram. Mas já era tarde… ela já estava com outro. Sentiu um aperto no peito. Não era bem dor, mas frustração. Certamente a namorada A poderia assumir o posto de namorada U, se ele quisesse. Ah… se fosse isso que ele realmente quisesse. Mas não era. Sua paixão não era por uma ou por outra, nem pelas duas. Era por si mesmo. Era a disputa entre as duas que o mantinha bem, feliz, realizado. É, o Zé continua o mesmo. Cheio de história pra contar. Mas um dia ele toma jeito, ah se toma!

Maria


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Uma resposta

12 06 2009
André Paravizo

Ah Zé!!!!!!

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