Coca-cola beatnik

12 05 2010

Estava retornando do centro da cidade com sacolas de compra quando fui abordado por um PSEUDO-hippie que gritou: Oh consumista! Olhei de relance e percebi que ele tomava uma coca-cola.

Diferente desses outsiders, portadores da verdade absoluta, sou pacífico, por isso não revidei e sorri.

Andando mais um pouco, percebi que foi um engano, pois, ele estava me convidando para um brinde ao capitalismo, já que quem tem sede bebe água e não refrigerante. Que descuido meu, dispensei um parceiro de bater perna no shopping.

No fim, me restou uma pergunta: além do Dunga, quem é coerente nesse planeta azul da cor do mar?

Guilherme Claudino  (Barão de Frei-Eustáquio)

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Únicos

10 05 2010

“Tem razão”. As pessoas falam alto na mesa. Cada um com sua opinião. O copo bate na madeira. Olham-se como se soubessem a resposta. Contudo, ninguém tem coragem para admitir. Não sabem o que dizem. Não sabem se estão certos. Não sabem se estão errados. “Meu Caro: por que me negastes?”. Silêncio. Trocam-se as garrafas. Trocam-se sorrisos. “Não há sentido. Não há destino: apenas aleatoriedade”. Aceite o risco, a solidão, o acaso, o finito… Aceite este vinho. Coma agora deste pão.  Afinal, a dúvida é álibi de todos. E se somos todos filhos da dúvida: somos todos irmãos.

Ironicamente, únicos; soltos pelas ruas – condenados a reinar na escuridão.

André Paravizo





Saudosismo

6 05 2010

Eu queria dançar Bed of Roses (talvez Always) do Bon Jovi em algum bailinho da quinta série. Claro que depois de horas tomando coragem para chamar a garotinha que prendeu minha atenção. Colocaria a mão no ombro dela e um olhar frente a frente, de curtíssima duração, já seria assunto para horas com os amigos. Um beijo então, ah seria motivo para acreditar na eternidade!

Guilherme Claudino – Barão de Frei Eustáquio





Carnaval na Lua

20 04 2010

Com o pré-sal e o beijo doce da baiana, nós vamos fazer um carnaval na Lua, com Lula e FHC, eu e você.

Guilherme Claudino





Julho

17 04 2010

Inverno
Seco, embriagado inferno
Por que levastes o que era meu
O que era eterno?

André Paravizo





Eis que a lenda se torna uma bizarra realidade

7 04 2010

Reza a lenda que algumas coisas ninguém vê, como enterro de anão, ex-gay, cabeça de bacalhau e etc.

Essa semana eu vi uma dessas improbabilidades. Talvez mais improvável que o surgimento da célula eucarionte, que segundo alguns autores é quase mais improvável que o próprio surgimento da vida.

Não estou mentindo: Vi um jovem universitário – de uma universidade pública – militando pelo DEM. Foi uma das cenas mais bizarras da minha vida, ver “o progresso” (teoricamente) defender o atraso (literalmente), a bancada ruralista aos moldes coronéis novela da globo.

Por isso que eu concordo com as grandes filósofas da atualidade, as velhinhas que religiosamente vão à missa todos os dias: “O meu filho, nesse mundo está tudo invertido”

E digo mais, o rebolation, o rebolation, o rebolation…

Guilherme Claudino





Hoje é dia de Maria, José e João

1 04 2010

Hoje é dia do infinito. Do amor eterno. Da verdade absoluta. Do padrão universal. Hoje é abril, primeiro de abril.

Guilherme Claudino